ORIUNDO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL, O ALAGOANO ALDO REBELO JÁ OCUPOU CARGOS ESTRATÉGICOS NA REPÚBLICA BRASILEIRA.
Por Serginho Alencar
Natural de Viçosa, em Alagoas — terra que deu ao Brasil Teotônio Vilela, o saudoso “Andarilho da Democracia” — Aldo militou por anos em movimentos sociais ligados ao segmento mais progressista da política nacional.
Foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 1980 e 1981, período em que vivenciou um dos momentos mais cruciais da redemocratização brasileira. A UNE foi uma das entidades envolvidas na campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita. Antes disso, Aldo foi militante da organização católica Ação Popular (AP).
Na sequência, exerceu cinco mandatos consecutivos como deputado federal, representando o estado de São Paulo, chegando ao auge de assumir a Presidência da Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007, tornando-se o terceiro nome na linha sucessória da Presidência da República.
Na Esplanada dos Ministérios, Aldo Rebelo ocupou cargos de grande relevância: foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, ministro do Esporte, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e, por fim, ministro da Defesa.
Sua nomeação para o Ministério da Defesa ocorreu sob desconfiança de setores das Forças Armadas, afinal, um “comunista” à frente da pasta gerou resistências iniciais, especialmente entre oficiais da reserva, em razão de sua filiação ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Entretanto, Aldo saiu gigante do Ministério da Defesa. Conquistou o respeito da tropa e, até hoje, goza de prestígio entre membros das Forças Armadas, não apenas por defender pautas de interesse da categoria, mas sobretudo por demonstrar diálogo franco, equilíbrio e conhecimento profundo da defesa nacional.
Ao assumir o cargo, declarou haver uma crise de valores, como autoridade, disciplina e hierarquia, afirmando que “não se constrói uma sociedade sem disciplina, hierarquia, solidariedade e espírito de camaradagem”, valores comuns às instituições militares.
Por sua trajetória de luta democrática e pela defesa da não interferência do chamado imperialismo americano nos assuntos internos do país, Aldo Rebelo é frequentemente classificado como alguém da esquerda.
Por outro lado, por sua postura nacionalista — incluindo o projeto de redução de estrangeirismos na língua portuguesa, o combate às excessivas atuações de ONGs no território amazônico e suas críticas contundentes ao atual governo do presidente Lula — também é visto como uma personalidade associada à direita.
Mas, pensando bem, Aldo Rebelo não é de direita nem de esquerda.
Aldo Rebelo é equilíbrio.




























